quarta-feira, 21 de abril de 2010

Em entrevista, Lula admite erros na reestruturação da Chesf


Depois de o consórcio liderado pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) vencer o leilão da Hidrelétrica de Belo Monte, a ser construída no Rio Xingu, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu ter havido erros na elaboração da portaria de regulamentação da reestruturação da empresa. O presidente falou em entrevista ao Diário de Pernambuco, publicada na edição desta quarta-feira (21).

A mudança promovida no estatuto da Chesf pela Eletrobras, da qual é subsidiária, foi entendida como um esvaziamento e perda de autonomia da empresa e tem provocado polêmica e protestos por parte de um movimento "pró-Chesf" integrado pelo Instituto Ilumina, funcionários da empresa e políticos.

Na entrevista, Lula disse ter chamado o ministro das Minas e Energia, Márcio Zimmermann, na sexta-feira (16), para saber o que estava acontecendo. "[...] Eu disse ao ministro que ele tem que resolver esta semana esse assunto porque é pouca coisa para a gente ficar brigando."

"Você pega um funcionário não sei de que escalão para fazer uma portaria, sabe, talvez ele tenha colocado coisas exageradamente lá que não precisava ter," disse Lula. "Mas isso, da nossa parte, nós vamos resolver porque o que eu quero é que nós tenhamos todas as filiais fortes e a Eletrobras mais forte ainda".

Belo Monte


O presidente comentou também sobre o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte. "Nessa licitação de Belo Monte, eu disse aos empresários: 'Se vocês não quiserem participar, nós vamos fazer sozinhos. Nós vamos provar que não vamos ficar reféns de nenhum empresário. Queremos construir parcerias juntas, mas não ficaremos reféns'", completou.

Ele lembrou que, ao chegar ao governo, as empresas públicas não podiam participar de leilões de energia. Para o presidente, quem agora defende a Chesf "é a direita que não tinha discurso". "O que é engraçado é que as pessoas que trabalharam para destruir o sistema elétrico brasileiro, e por isso privatizaram a Celpe - que é a empresa que cobra mais caro a energia no país - agora viraram todos defensores da nossa querida Chesf", disse o presidente.

Lula também frisou a importância da engenharia do Brasil em outros países. "Nós vamos fazer uma hidrelétrica na Nicarágua, em vários países africanos", afirmou. "O Brasil precisa aproveitar o conhecimento de engenharia nessa área e virar um senhor da situação. Não é apenas ficar disputando aqui dentro, não".

Banco do Brasil compra 51% do Banco Patagonia


Brasileiro pagará US$ 480 milhões por banco de varejo do país vizinho.



O Banco do Brasil anunciou nesta quarta-feira (21) que vai comprar 51% do argentino Banco Patagonia por US$ 479,6 milhões (cerca de R$ 839 milhões).

Na última sexta-feira (16), o BB havia confirmado que estava estudando a aquisição de uma participação no banco argentino.

A compra depende de autorizações dos bancos centrais do Brasil e da Argentina, do CNDC (Comitê Nacional de Defesa da Competência) e dos acionistas do BB.

A compra do Patagonia é mais um capítulo no processo de internacionalização do BB, o maior banco da América Latina.

O Banco Patagonia presta serviços principalmente a famílias e a pequenas e médias empresas. Os principais acionistas do banco são da família Stuart Milne e cerca de 24% das ações do banco são negociadas em bolsa de valores.

O Patagonia, sexto maior banco nacional da Argentina, terminou o ano de 2009 com ativos de 9,8 bilhões de pesos argentinos (cerca de R$ 4,4 bilhões) e lucro de 448,8 milhões de pesos argentinos (cerca de R$ 202,7 milhões). O banco tem 752 mil clientes, 154 agências em todas as províncias da Argentina e 2.660 funcionários.

O BB tem uma agência na capital da Argentina, Buenos Aires, desde 1960, onde trabalham 44 funcionários. O banco tem ao todo 45 escritórios em 23 países.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Projeto da LDO prevê salário mínimo de R$ 535,91 em 2011


A projeto para a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2011, que está sendo encaminhada nesta quinta-feira (15) ao Congresso Nacional pelo Ministério do Planejamento, prevê uma correção de 5,08% para o salário mínimo no ano que vem.

Atualmente, o salário mínimo está em R$ 510. Com o reajuste proposto pelo governo, ele seria elevado para R$ 535,91 a partir de janeiro de 2011, com pagamento em fevereiro.

(A primeira versão desta reportagem informou que a correção do salário mínimo seria de 4,89% em 2011, elevando o valor para R$ 534,93 no próximo ano. Essa informação também consta na LDO, cujo texto está sendo enviado nesta quinta-feira ao Congresso Nacional. O Ministério do Planejamento informou, posteriormente, que esse não é o valor correto, e sim um número "preliminar" e que foi um erro do governo divulgá-lo no projeto da LDO.)


Nada impede que, como o ocorrido em anos anteriores, este valor seja elevado nas negociações com os aposentados, ou pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O projeto da LDO do governo também prevê um crescimento maior da economia brasileira em 2011. Em 2010, o Executivo estima um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da ordem de 5,2%. Já em 2011, a projeção é de uma expansão de 5,5% para a economia brasileira. No documento, o governo estima ainda que o crescimento do PIB ficará, também em 5,5% em 2012 e 2013.

A proposta de LDO do governo também traz uma previsão de receitas de R$ 936,4 bilhões e despesa de R$ 854,7 bilhões, com a manutenção de meta de superávit primário (economia feita para pagar juros da dívida pública e manter sua trajetória de queda) de 3,3% do PIB para todo o setor público (governo, estados, municípios e empresas estatais), o equivalente a R$ 125 bilhões.

A proposta também contempla a possibilidade de abatimento do valor do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da meta de superávit primário. Além disso, informou o Ministério do Planejamento, esse valor também poderá ser acrescido dos respectivos restos a pagar existentes ao final de 2010.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Construção civil deve criar 180 mil empregos este ano!


O emprego na construção civil deve crescer 8% em 2010. Isso significa que serão criadas 180 mil vagas com carteira assinada em todo Brasil, 52 mil delas no Estado de São Paulo. Assim, o setor encerrará o ano que vem com mais 2,4 milhões de trabalhadores contratados, 700 mil atuando nas obras paulistas, estima o Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon-SP).

?O crescimento da construção em 2010 será comandado pela ampliação dos investimentos públicos e privados?, afirma o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe. As obras do PAC, o programa governamental ?Minha Casa, Minha Vida?, a construção de infraestrutura para o País sediar a Copa do Mundo em 2014 e, principalmente, a perspectiva de expansão do mercado imobiliário garantirão um bom ano para os trabalhadores do setor.

Melhor até que 2009. O emprego no ramo foi um dos mais atingidos pela crise, mas também um dos primeiros a reagir. Numa demonstração de força, bateu recorde na criação de vagas: 212 mil pessoas foram contratadas nos primeiros nove meses do ano. O número de trabalhadores que atuam hoje na construção civil (2.296.899) nunca foi tão alto. Por tudo isso, a projeção de crescimento de 8% para 2010 pode até ser considerada tímida.

?Eu acho que podemos superar essa estimativa?, avalia Antonio Ramalho, presidente do sindicato dos trabalhadores da categoria (Sintracon-SP). ?Haverá vagas para todo tipo de profissional, do pedreiro ao engenheiro, porque a cadeia toda vai se movimentar.?

A maior parte dos funcionários do setor trabalha mesmo nas obras (veja ao lado). São pedreiros, serventes, ajudantes. ?A procura por esses profissionais vai continuar alta, com bons salários e oportunidades de crescimento?, indica Ramalho. Mas a verdadeira disputa das empresas deve se dar, principalmente, por engenheiros e outros profissionais que atuam especialmente na área de incorporação e na elaboração de projetos.

SALÁRIO PÓS-CRISE É MAIS BAIXO - Porém, embora precisem desses profissionais qualificados, as empresas não parecem dispostas a oferecer remunerações tão altas quanto as pagas antes da crise. ?Aquela história de ?salário milionário? para engenheiro acabou, pelo menos por enquanto?, declara Ramalho.

O sindicalista explica que quando a crise restringiu a oferta de crédito e prejudicou as construtoras, forçando demissões no setor, as empresas optaram por concentrar os cortes no ?pessoal do escritório?. Afinal, eles tinham os salários mais altos. Agora, as construtoras precisam recontratar esse pessoal para dar conta dos novos projetos. Mas nesta fase de recuperação da economia, a oferta salarial ainda não voltou aos patamares pré-crise. ?Já estamos sentindo falta de mão de obra qualificada no mercado, mas por enquanto as empresas ainda estão conseguindo contratar sem precisar fazer aquelas ofertas milionárias?, atesta Ramalho.

OTIMISMO - A expansão do emprego - e, por que não, dos salários - virá a reboque do crescimento do setor, projetado em 8,8% para 2010. Em 2009, o aumento do PIB do setor deve ficar em apenas 1%. ?O mercado imobiliário está se recuperando, ainda que não tenha chegado aos níveis de 2008. As contratações do programa ?Minha Casa, Minha Vida? na Caixa Econômica Federal estão acontecendo e as obras vão se acelerar em 2010?, resume o presidente do Sinduscon-SP, Sergio Watanabe.

Segundo ele, há perspectiva também de expansão das obras de infraestrutura, com mais investimentos públicos, principalmente em função das eleições de 2010. ?O setor privado está voltando a investir no aumento da capacidade produtiva, inclusive com ampliação das unidades industriais.?

O Sinduscon-SP avalia que os setores que receberão mais recursos serão o imobiliário residencial e o energético. Pelas projeções do sindicato, os investimentos imobiliários - tanto do setor público como do privado - deverão passar de R$ 170 bilhões em 2009 para R$ 202 bilhões em 2010.

Brasília contrasta riqueza e desigualdade após quase 50 anos de existência


Rica e desigual. Assim é possível definir a capital brasileira perto de completar 50 anos. Enquanto Brasília ostenta a maior renda per capta e o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país (considerando-se toda a região metropolitana), ela amarga o título de 16ª cidade mais desigual do mundo e a 4ª mais desigual do Brasil, segundo relatório divulgado recentemente pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Os limites de Brasília ainda causam certa confusão. Para alguns, Brasília corresponderia apenas à área de uma das 30 regiões administrativas que compõem o Distrito Federal: o conhecido Plano Piloto. Entretanto, órgãos como a ONU e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) quando se referem a Brasília levam em consideração as informações de todas as regiões administrativas, que, juntas, têm uma população de 2.606.885 habitantes (número de 2009).

Apesar da desigualdade social, os indicadores socioeconômicos destas 30 regiões se assemelham aos de países de primeiro mundo. Os números mostram que a região está em uma situação bastante privilegiada em relação às outras unidades federativas brasileiras, principalmente pela infraestrutura (acesso à saúde, educação e saneamento básico) oferecida aos cidadãos.

Segundo informações do IBGE referentes ao ano de 2008, 98,2% dos domicílios urbanos do DF têm o lixo coletado, 95,4% estão ligados à rede geral de abastecimento de água e 99,8% têm ligação direta com a rede geral de esgoto. A cobertura de energia elétrica já cobre 100% dos domicílios.

Entretanto, um estudo elaborado pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) com dados de 2004 constata a desigualdade apontada pela ONU. Enquanto em 2004 a renda domiciliar de 33,4% dos domicílios das cinco regiões administrativas com maior poder aquisitivo (Lago Sul, Sudoeste/Octogonal, Lago Norte, Brasília e Park Way) se caracterizava por rendimentos superiores a 20 salários mínimos, apenas 0,1% dos domicílios das duas regiões administrativas mais pobres (Estrutural e Itapoã) registravam o mesmo rendimento mensal.

"Brasília é um representativo das desigualdades registradas no Brasil inteiro", afirma o pesquisador Brasilmar Ferreira Nunes, autor do livro "A Fantasia Corporificada", que destaca as diferenças profundas entre todas as regiões administrativas do DF.

Riqueza e bem-estar

De acordo com números de 2007, a renda per capita do DF (quantidade que cada habitante receberia caso o PIB fosse dividido igualmente entre toda a população) é a mais elevada do país. Enquanto a renda per capita brasileira era de R$ 13.515, a do DF chegava aos R$ 40.696, representando mais que o triplo da média nacional.

Para se ter uma ideia exata das desigualdades existentes na região, a Codeplan situou em um ranking todas as regiões administrativas existentes no DF no ano 2000, com base no IDH dos municípios brasileiros naquele momento. Na ocasião, caso a região administrativa Lago Sul fosse um país independente, seria o de melhor qualidade de vida do mundo, com um índice de 0,945, desbancando a Noruega que, naquele momento, ocupava o primeiro lugar. A região com o pior IDH na época, Brazlândia (0,761), se fosse um país, ocuparia a 90ª colocação no ranking. Ainda assim, ficaria à frente do Brasil (0,757), que ocupava o 93º lugar.

Desde 1991, o DF aparece em primeiro lugar na classificação do IDH elaborado pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) --em 2000, quando foi feito o último estudo, o DF teve uma pontuação de 0,844.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mede os avanços alcançados por um país em três aspectos: vida longa e saudável (baseado na esperança média de vida ao nascer), acesso ao conhecimento (baseado na alfabetização e na escolarização) e nível de vida digno (baseado no PIB per capita associado ao poder de compra em dólares americanos). Os países são classificados dentro desses aspectos em valores médios entre 0 e 1, sendo que o 0 representa a ausência de desenvolvimento humano e o 1 significa um desenvolvimento humano total.

Das 19 regiões administrativas existentes em 2000, 12 estavam no grupo das regiões consideradas de alto desenvolvimento humano. As outras sete faziam parte do grupo de desenvolvimento humano médio. “Mesmo com as diferenças, nenhuma das regiões [administrativas] estava no grupo de baixo desenvolvimento humano”, afirma Iraci Peixoto.

Brasil e China lançam 'PAC chinês' e prometem metas até 2014


Os governos de Brasil e China assinaram nesta quinta-feira um acordo que prevê uma série de ações entre os dois países, com metas até 2014.

O Plano de Ação de Conjunta (batizado de "PAC chinês") estabelece objetivos em 11 áreas, entre elas energia e agricultura.

De acordo com o Itamaraty, a ideia é "dar foco" ao trabalho de diplomatas envolvidos em projetos sino-brasileiros e, dessa forma, "acelerar" a execução dos projetos.

Os pontos do PAC chinês serão revisados anualmente por uma comissão formada por representantes dos dois países.

"Eles terão como responsabilidade monitorar, revisar e avaliar a implementação do plano", diz o acordo assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega chinês, Hu Jintao, que está em Brasília.

O encontro bilateral ocorre em meio à 2ª Cúpula dos Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China.

Metas 'diplomáticas'

Com 30 páginas, o Plano de Ação reúne, em sua maior parte, objetivos já estabelecidos entre Brasil e China, como "conduzir diálogos aprofundados" sobre a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Segundo um funcionário do Itamaraty, tratam-se de "metas diplomáticas", e não de "metas numéricas, comuns na iniciativa privada".

No campo político, o PAC prevê encontros anuais entre os chanceleres dos dois países. Já na área econômica, Brasil e China se comprometem a "fortalecer" o diálogo sobre a implementação do reconhecimento da China como economia de mercado.

Além disso, o documento prevê a organização de um seminário sobre energia nuclear, com o objetivo de discutir uma futura "cooperação" entre Brasil e China neste setor.

Acordos

Além do PAC, Brasil e China assinaram ainda outros 13 acordos e memorandos de entendimento.

Um deles é o acordo para a criação de um complexo siderúrgico no norte fluminense, um negócio avaliado em US$ 5 bilhões e que será realizado pela brasileira EBX, em parceria com a estatal chinesa Vuhan Steel.

Segundo o empresário Eike Batista, presidente da EBX, o projeto deverá ficar pronto em três anos e poderá abrigar até 300 empresas do setor siderúrgico.

Na avaliação dele, o papel dos governos tem sido "fundamental" na expansão dos negócios entre China e Brasil.

"Não é só conversa. É dessa interação política que surge o ambiente para os investimentos. E também porque, no caso da China, a recomendação vem de cima", disse o empresário, referindo-se à atuação das estatais chinesas.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

DDA: Débito Direto Autorizado


Débito Direto Autorizado (DDA) é um sistema criado pela Febraban e bancos associados que substitui a emissão de boletos de cobrança impressos pela cobrança eletrônica das obrigações. Foi implantado em 10 de outubro de 2009.

Na década de 1990 foram criados os boletos de cobrança com código de barras. Com isso, a cobrança pode ser realizada de forma eletrônica, sem necessidades de gerar mais documentos físicos (papéis) pela cobrança. Porém, as empresas continuaram enviando as cobranças por meio impresso aos clientes, com a criação do DDA, a intenção é gerar menos documentos, facilitar as cobranças e pagamentos dos clientes e usuários além de contribuir para um desenvolvimento sustentável, sem necessidade da degradação ambiental para gerar os meios físicos. O sistema permitirá que todas as cobranças sejam recebidas eletronicamente, por meio dos sistemas dos bancos. As transações se darão 100% de forma eletrônica, e os valores das transações serão automaticamente creditados na conta corrente dos clientes credores.

Referências

http://www.febraban.org.br/Febraban.asp?modulo=Serviços&id_pagina=208 Página oficial

http://www.febraban.org.br/projetodda/